Segunda Reunião
21/04/09
Leituras
- AZANHA, José Mário Pires. Uma reflexão sobre a formação do professor da escola básica. Educ. Pesqui., Ago 2004, vol. 30, n° 2, p.369-378. ISSN 1517-9702 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ep/v30n2/v30n2a16.pdf
- NÓVOA, António. Os professores na virada do milênio: do excesso dos discursos à pobreza das práticas. Educ. Pesqui., Jun 1999, vol.25, no.1, p.11-20. ISSN 1517-9702 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ep/v25n1/v25n1a02.pdf
Nosso nome
GEFAPe: grupo de estudos sobre formação e atuação d@ pedagog@
CAFPe: concepção e atuação d@ pedadod@
CAFoPe: idem
PedCAFÉ: Pedagogia: Concepção de atuação e formação (E...)
Pé de Café
CAFÉ
O nome escolhindo foi GEFAPe
Relatoria
Nesse encontro do dia 21 de abril estavam presentes Cínthia Toledo, Indira, Jacqueline Simões, Jaqueline Barbosa, Juliane Olívia e Marco Aurélio (Macarena). A conversa começou com a escolha para o nome do grupo entre aqueles que haviam sido propostos na reunião do dia 21 de março. O consenso foi em torno da sigla GEFAPE (Grupo de Estudos sobre Formação e Atuação d@ Pedagog@).
A escolha do nome do grupo levou a algumas considerações sobre identidade do grupo. Porque apesar de não se tratar de um grupo fechado, algumas pessoas consideraram importante a existência de algum mecanismo que assegurasse a presença das pessoas com o intuito de que haja acúmulo de discussão para dar continuidade aos trabalhos. Esse mecanismo, pensamos, poderia ser criado a partir de algum vínculo, por exemplo: podia-se decidir a cada reunião os nomes de quatro pessoas que ficariam responsáveis pela organização do encontro seguinte. Ou ainda, iniciar os estudos de fato para que as pessoas se envolvessem por interesse com os temas abordados. Essa questão ainda está pendente.
Como para esse encontro havia a sugestão da leitura de dois textos e poucas pessoas tiveram oportunidade de ler os dois, decidimos que, no caso de haver indicação de mais de um texto de estudo, as leituras deveriam ser divididas entre os participantes para garantir que todas as leituras alimentassem a discussão do grupo.
O texto que a maior parte do grupo leu foi “Uma reflexão sobre a formação do professor da escola básica” de José Mário Pires Azanha. Sobre esse texto, alguns pontos foram particularmente marcantes para o grupo:
- O preceptorado que apesar de ser uma prática em desuso sua representação ainda persiste na concepção de relação professor/a e aluno/a.
- A redução do número de alunos/as nas classes está a serviço da teoria da aprendizagem (orientação da psicologia cognitiva).
- A escola que defende a inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais deve atentar para a individualização do ensino.
- Há de se pensar o papel do/a professor/a tanto na escola pública quanto na escola privada (questão da centralização dos processos educativos na figura docente).
- Quais interesses (políticos, econômicos) estão por trás da escolha de uma orientação teórica para os processos de ensino e de aprendizagem numa rede de ensino? Os programas de alfabetização de São Paulo têm orientação na psicogênese da língua escrita; os do Rio Grande do Sul na aquisição dos elementos fonológicos da língua. Que concepção de sujeito está por trás dessas escolhas?
- No caso da orientação baseada na psicologia cognitiva que enfatiza ser a aprendizagem um processo individual do sujeito com o meio, está implícita ou explícita a conexão com a manutenção da lógica do sistema capitalista centrado no indivíduo? Há intenção governamental ou não?
- Escola contemporânea x escola antiga: é possível fazer essa distinção tendo em vista o preceptorado, a educação da nobreza, as mudanças na sociedade em cada momento histórico?
- Há uma valorização da educação (pedagogização da vida social) em detrimento do valor do trabalho docente.
Após a discussão sobre o texto do Azanha, alguns participantes relataram experiências pessoais vividas em suas práticas profissionais dentro da educação. (Indira e Juliane: vocês poderiam escrever o que relataram?) A partir disso, constatamos que em duas situações distintas, uma de autoria e outra de atividade dirigida, os/as professores/as expressam dois tipos de comportamento: naquele de autoria, o trabalho provoca pouca aderência nos envolvidos, enquanto que naquela atividade dirigida o trabalho fluiu sem obstáculos.
Por fim, assistimos a um trecho do filme “Os incompreendidos” sugerido por Juliane. Nesse trecho, pudemos verificar alguns pontos do texto, como a relação de precptorado, por exemplo.
A próxima reunião ficou marcada para o dia 17 de maio.
Último edição por Marco Aurélio "Macarena"
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Última modificação em Quarta-feira 06 de Maio, 2009 02:32:33.
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